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Experimentando Aurora

Após conhecer o projeto Universal Blue, estou numa fase meio distro-hopping. Esse texto fala sobre minha experiência com o Aurora, e serve como um update do texto que eu escrevi no meio do ano passado quando eu comecei a usar o Bazzite.

A imagem mostra um trecho de código TypeScript JSX.
A imagem mostra um trecho de código TypeScript JSX.

Se você não leu o meu texto sobre o Bazzite, fique a vontade para ler agora (link aqui). Nele eu explico o quê eu gostei de usar no Bazzite enquanto sistema imutável, assim como algumas alterações que fiz eu mesmo.

O que mudou?

A principal mudança foi que comprei um PC Desktop novo. Lá eu instalei o Bazzite e movi meus arquivos pessoais que eu tinha num HD como backup. O PC está configurado exatamente como eu comentei no meu último post. Isso me liberou notebook pessoal para outras coisas.

O meu notebook está "morrendo" aos poucos, então decidi usar ele como um laboratório de coisas que eu gostaria de experimentar, sem comprometer a minha máquina principal.

O primeiro experimento foi o projeto irmão do Bazzite: Aurora Linux. Queria experimentar um sistema com o ambiente Plasma, já que não usava KDE desde antes do Plasma ser introduzido pelo projeto. E o fato do Aurora também ser imutável, baseado nas mesmas imagens que o Bazzite inclusive, serviu para testar outras formas de usar o sistema.

Destilando pacotes

Uma das coisas que aprendi a usar nos últimos meses foi o Homebrew.

Tipo, eu conhecia o Homebrew quando usei macOS para trabalhar. Porém, usei-o muito pouco. Achei muito curioso ver que era o sistema recomendado pelo projeto Universal Blue, da qual Bazzite e Aurora são parte, para instalar "programas de linha de comando". Resolvi dar uma oportunidade após ver um post no Mastodon informando que a instalação de bibliotecas funciona bem também.

Os frameworks de desenvolvimento que eu preciso (deno, dotnet e mono), instalei pelo Brew. Funcionou lindamente na maior parte. Achei um bug conhecido das IDEs da Jetbrains que as impediam de ler variáveis de ambiente, mas após usar a gambiarra sugerida pela própria Jetbrains tudo funcionou do jeito esperado.

Por falar em linha de comando, o Aurora vem por padrão com o fish shell e o starship prompt. Amei tanto que resolvi instalar no Bazzite também. Lógico que instalei usando Homebrew.

Me sentindo em Kasa?

Quando instalei o Aurora, eu me desafiei a usar o máximo de programas do KDE possível para fazer as coisas que eu preciso. E assim eu o fiz.

Foi divertido procurar as alternativas aos programas que eu estou tão acostumado no GNOME e acho que, de maneira geral, fiz um bom trabalho:

No lugar do Tuba, Tokodon está sendo meu app para acessar o Mastodon. Instalei o Kontainer no lugar do Distroshelf para gerenciar containers do distrobox. Elisa é um ótimo player que me parece um sucessor espiritual do Amarok (não que esse player esteja "morto").

Mas acho que o meu maior pulo foi usar o Falkon como navegador. Vou ser bem sincero: não é um navegador particularmente bom. É um navegador simples que vem com ad-block instalado por padrão, mas tive sérios problemas de desempenho. Perdi as contas de quantas vezes ele fechou sozinho ao carregar alguma página mais pesada. Mas, ao mesmo tempo, eu não sei o quanto isso é o Falkon em si ou a bateria do notebook enviando voltagem errada (toda a máquina tá funcionando meio estranha, mesmo antes do Aurora).

Único programa que eu de fato não consegui uma alternativa foi o Gnome Boxes já que o Karton está bem verde no desenvolvimento ainda e nem tem um release estável.

Conclusão

Aurora foi uma surpresa bem agradável. A estabilidade do sistema imutável combina muito bem com toda a flexibilidade que o KDE proporciona em nível de usuário. Vejo claramente por que tenho tanto amigos que gostam tanto, e por que sistemas como SteamOS, Manjaro, o próprio Bazzite, entre outros, têm o Plasma como ambiente sugerido ou pelo menos como "first class".

Pretendo deixar esse ambiente no notebook por bastante tempo. Gostaria muito de não estar vendo a bateria se deteriorando tanto, talvez a minha experiência até agora tivesse sido ainda melhor.


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